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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Amor com fronteira - parte 2

Continuação:

  Quando Lauren chega em casa, se encontra com seu pai. Ele irradiava raiva.
  -Por que não me obedeceu?! - ele grita - Poderia ter se machucado.
  -Desculpe pai. - ela fala baixo e some correndo para o seu quarto, ouvindo os xingamentos dele.
  Foi dormir, era umas nove horas, depois da janta. Exatamente as 3:25, ela acorda e se levanta. Não soube o por que de ter acordado. Não soava, tão pouco teve pesadelos. Simplesmente acordou.
  Levantou e foi até o banheiro, tomando um  bom banho. Enrolada na toalha ela ouve seu nome.
  -Lauren. - ela olha para trás e vê o Bruno sorrindo - Você pode me ver.
  -Posso. - ela diz de cabeça baixa, com vergonha - E isso me faz sofrer.
  -Por que?
  -Por que eu gosto de você. - ela diz e se aproxima dele - E não posso tocar em você. Sentir você contra mim. Você pertence a outro lugar agora. Não é comigo. Não é nessa dimensão. Tem que ir embora.
  -Não consigo. - ele diz e passa a mão pela bochecha dela e ela simplesmente imagina a sensação de sua mão e seu sangue bate forte - Não consigo te deixar. Amo-te.
  -Você torna isso tão difícil. Por favor. Vá embora. - ela fala - Não pertence aqui. Você não é daqui.
  Ele olha ofendido e some, se dispensando no ar. Ela suspira. Era melhor eles resolverem esse caso rapidamente.
  Foi para o seu quarto, mas acabou que não conseguiu voltar a dormir. Pegando seu uniforme as cinco horas, foi até a sala principal, onde se encontrava uma poltrona e deixou o uniforme de lado, para pegar um livro e abrir na página 79, onde estava um colocar de rubis, que sua falecida mãe enfeitiçou para lhe proteger do mal.
  Colocando ele em volta do pescoço, ela pensava no Marcos.
  Antes dele morrer, eles estavam saindo. Ele já havia comprado tantas e tantas coisas para ela, declarou seu amor... Realmente a amava. Teve que esquecer ele. Ele tinha morrido. Ela tinha que esquecer ele. Não tinha duvida que gostava do Gabriel, mas não tanto quanto gostava do Marcos. Agora ele é o assassino.
  Seu celular toca no braço da poltrona e ela atende.
  -Alguém vai morrer. - diz Beth pelo celular - De novo. Já avisei o Joe. Está indo ai.
  -Ok.
  Ela desligou e rapidamente se arrumou... Quando Joe chega, acaba caindo em cima dela, derrubando ela no chão.
  -EI! - ela fala e empurra ele brincando.
  -Desculpe.
  -Já sei o que vou fazer. - ela disse - Me leve até o local, depois vá embora.
  -Mas...
  -Faça o que mando. - ela disse e ele assentiu.
  Rapidamente tele-transportou eles até o local. Dessa vez era um parque e como o sol ainda não tinha nascido, o local estava escuro apenas iluminado pelos postes de luz.
  Ela olha e vê o Marcos.
  -Saia daqui! Agora. - ela grita para o Joe e ele some assustado.
  Olhou para o Marcos com olhos frios, tentando esconder seu desapontamento.
  -Como pode?
  -Tenho que fazer isso. - ele disse - Sou o assistente da morte. Essa menina tem que morrer.
  -Não se eu puder impedir.
  -Não me faça fazer isso com você. - ele disse abaixando a cabeça - Não com você.
  -Não faça. - ela disse e então ele ergue a cabeça, apenas olhando para ela e ela sai do chão, ficando a dois metros de distancia do chão.
  Ela tenta respirar, mas isso se torna impossível. Ela rapidamente cai no chão, sem saber o que aconteceu. Olhando para frente ela vê o Bruno.
  -Saia daqui. - ela disse brava a ele. - Não é da sua conta.
  -Eu só estava te ajudando. - ele disse se virando para ela, enquanto o fantasma olhava assustado para o Bruno - E é claro que é da minha conta. Eu gosto de você o vou te proteger.
  -Não pode me proteger de tudo. - ela disse - E o Marcos não ia me matar. Disso eu tenho certeza.
  Marcos olha para Lauren e abaixa a cabeça. Nunca iria matar ela. Mas ela tinha que entender que ele tinha que fazer isso. Era o assistente da morte. Ele matava as pessoas que estava na hora de morrer.
  Olhou para a garota e então ele sugou a vida dela para longe de seu corpo carnal.
  -Sou um dos assistentes da morte. - ele disse olhando a Lauren que o olhava chocado - Ela tinha que morrer, se não iria ser pior.
  No seu rosto escorre uma lágrima e então, sabendo que a Beth via ela, ela disse.
  -Mande o Joe. Você é horrível.
  Com Joe ao seu lado, ela se tele-transporta para sua casa.
  -Sem aula hoje mocinha! - seu pai fala olhando dela ao Joe - E você garoto, fora da minha casa.
  Ele assentiu e saiu pela porta.
  -Oi papai. - ela disse - Desculpe. Emergência.
  -Mande os fantasmas para os seus devidos lugares.
  -Mas ai eles dão um jeito de voltar. - ela disse brava - Eu tenho que convencer a eles a ficar na sua dimensão. Então isso nunca vai ter fim! Eu sempre vou ter que me envolver!

  Desde esse dia, ela descobriu que terá que enfrentar perigos que colocara em risco não só sua vida, como a de outras pessoas e a de seus amigos. Desde aquele dia ela vem enfrentando tantos ajudantes da morte como você possa imaginar. Com seus amigos, até o dia de sua morte, jurou proteger e evitar o máximo de mortes possível. Isso acabou no dia em que ela morreu, quando a própria morte veio busca-la, ainda muito cedo.
  Apesar de que a morte não ter conseguido detela na sua prisão por muito tempo. Voltou ao mundo e continuou com a sua missão, mas hoje em dia, ela anda sumida. Assim que ela voltar, eu darei noticias dela.
  Com carinho, V.
  A filha da morte.

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Nossa! Acho que vou fazer uma historia mais elaborada... :D
husaushuahsau

bem, bem.. É só isso que eu tenho. Desculpe por não ter postado muito. Estava sem tempo. Se der, postarei novamente logo, logo.
 :(

Bye, bye amores

Um comentário:

L. disse...

nossa! gostei muito mesmo. é legal, só precisa de alguns toques a mais se quiser fazer uma historia.